terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Os significados da intervenção civil-militar no Rio de Janeiro, por Carlos Eduardo Martins

FOTO: Blog da Boitempo

A intervenção no Rio de Janeiro e o avanço do fascismo no Brasil

Por Carlos Eduardo Martins*, publicado originalmente no Blog da Boitempo, 19/02/2018

A intervenção federal militar na segurança do Rio de Janeiro e sua possível extensão a outros Estados marca uma nova etapa da escalada repressiva que avança no Brasil desde o golpe de 2016, configurando tecnicamente um Estado de Exceção.
Constitucionalmente, são três os níveis de Estado de Exceção: Intervenção Federal, Estado de Defesa e Estado de Sítio. Cumprimos com esta iniciativa o primeiro nível do Estado de Exceção: até o final de 2018, o Congresso terá suas prerrogativas reduzidas e, no Rio de Janeiro, a Justiça Militar substitui em parte a Justiça Civil para assuntos de segurança pública, situação que incidirá basicamente sobre a vida das camadas populares. A intervenção federal realiza-se de maneira açodada e não atende aos requisitos constitucionais substantivos para sua realização: não há grave desordem pública no Rio de Janeiro, como demonstram os indicadores da cidade no ranking da violência no país e os que atestam a redução dos índices de criminalidade deste carnaval em relação ao de 2017.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Intervenção (militar) no RJ: dobrando a aposta no choque de austeridade

Foto: página do autor no facebook
Divulgando texto publicado em Brasil Debate dia 16/02/2018, Bruno Leonardo Barth Sobral, economista e professor da Faculdade de Ciências Econômicas da UERJ, tendo doutorado pelo Instituto de Economia da Unicamp. Autor do livro: “Metrópole do Rio e Projeto Nacional: uma estratégia de desenvolvimento a partir de complexos e centralidades no território” (Editora Garamond, 2013)

O governo do Rio, depois de condenar a economia se submetendo ao ‘acordo’ proposto pelo governo federal, agora entrega o controle do território, visto como em estado de guerra

domingo, 18 de fevereiro de 2018

É preciso continuar o Carnaval contra a Globo e o Vampirão

Fonte: DCM
Derrotar a narrativa da Globo é passo importante para revelar os reais interesses do governo Temer, ao pedir arrego aos militares para se sustentar no poder e manter a agenda de espoliação dos direitos sociais e trabalhistas. A intervenção militar no Rio de janeiro é instrumento de chantagem para fazer passar a Reforma da Previdência e reprimir manifestações populares que tendem a crescer com o EFEITO TUIUTI. Os dados oficiais sobre a Segurança no Rio e o depoimento do general Braga Netto de que o "sentimento de caos é efeito muita mídia" indicam que os interesses da intervenção são de outra ordem que extrapola a questão da violência.  A análise de Kiko Nogueira no DCM é elucidativa. A saída é ampliar o efeito Tuiuti nas ruas e denunciar a mentira da Globo e do Vampirão.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Relatório da Clarivate Analytics desmonta campanha de desmoralização das universidades públicas

Diversos pesquisadores e entidades científicas vêm trabalhando para desmontar a campanha difamatória empreendida pela mídia empresarial contra as universidades públicas brasileiras.  Em boa hora, mais um relatório vem reforçar essa frente de combate. Trata-se do Research in Brasil elaborado pela Clarivate Analytics, empresa especializada em indexação e análise de citações, e que mantém a plataforma Web of Science. O documento foi  disponibilizado à Capes (em 17 de janeiro de 2018). Entre outros aspectos, o relatório apresenta o desempenho das universidades públicas brasileira figurando na 13a. colocação no ranking mundial, a frente de países com tradição de pesquisa como Rússia, Holanda e Suécia.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Moniz bandeira em entrevista sobre a ditadura do capital financeiro


Tenho feito alguns estudos buscando entender as tramas do processo de acumulação capitalista neste estágio de desenvolvimento no qual o capital financeiro vem ditando as regras políticas e, em inúmeras situações, destruindo os regimes democráticos, sobretudo nas economias mais atrasadas. 

O cientista político e historiador Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira, (falecido no ano passado) em entrevista publicada originalmente na Carta Capital, apresenta a tese central do seu livro mais recente, intitulado A Desordem Mundial, quando analisa as pretensões dos EUA de fundarem uma ditadura mundial do capital financeiro, o quê, contraditoriamente, pode leva-los ao declínio, em função dos gastos desproporcionais com o financiamento das denominadas "guerras por procuração".

Que fazer? Os desafios da confirmação da condenação de Lula. Por Eugênio Aragão

26 de Janeiro de 2018 06:4. 
No texto duas questões chamam a atenção. Primeiro, Eugênio desvela, a luz da tradição marxista, que a democracia burguesa é um simulacro, um instrumento para opressão dos trabalhadores. Segundo, nesta conjuntura à burguesia interna não quer fazer nenhuma conciliação. Às forças de esquerda fica o desafio de responder, o que fazer? 

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

O julgamento e os impactos políticos da condenação do ex-presidente Lula

Fonte: Brasil de Fato
O Instituto Humanitas Unisinos (IHU) publicou hoje (25.01.2018) no seu site as primeiras impressões de uma série de analistas políticos sobre impactos do julgamento e condenação de Lula pelo TRF-4. Entre os entrevistados figuram Roberto RomanoJosé Geraldo de Sousa JúniorAdriano PilattiRudá RicciBruno CavaBruno Lima Rocha e Giuseppe Cocco.

EM DESTAQUE

EAD, ensino remoto e a espoliação da Educação

Imagem: politika.com O governo Bolsonaro foi patrocinado pelo capital interno e externo para aprofundar a espoliação econômica e social....