Mostrando postagens com marcador GREVE GERAL 2016. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador GREVE GERAL 2016. Mostrar todas as postagens

sábado, 12 de novembro de 2016

Direção da Adufepe fez jogo da Globo

A lastimável condução da assembléia por parte da direção da Adufepe contribuiu com o jogo da direita, que interdita o debate sobre as consequências da PEC 55 (PEC DA MORTE) e o fato de que existem outras alternativas a ela para recuperar a economia, sem que se destrua direitos sociais e trabalhistas. No pouco tempo de debate sobre a PEC o único professor que tentou defendê-la argumentou comparando o orçamento público ao orçamento doméstico. Todos os demais foram contrários à PEC, embora tenham dúvidas sobre a melhor maneira de lutar contra a sua aprovação. Outros foram apenas para votar contra a greve, não apresentando  qualquer disposição ao debate público.

Aos que pensam como o meu colega que defendeu a destruição de direitos sociais para equilibrar as contas do Estado brasileiro, recomendo estudar os argumentos do economista Luiz Gonzaga Beluzzo e comparecer às próximas assembléias e debates para ouvir as réplicas sobre o argumento que utilizou. Abaixo segue trecho de um dos artigos do professor Beluzzo, publicado na revista Carta Capital:
O apelo popularesco dessa narrativa apoia-se em um equívoco econômico que soa como senso comum: o Orçamento público assemelha-se ao orçamento doméstico, patranha agora sancionada com o carimbo de Temerária Sagacidade pela simpática atriz que protagoniza a propaganda do governo federal. Essa chorumela ignora que sua casa, caro leitor, não coleta impostos, não paga seguro-desemprego, não controla a taxa básica de juros da economia e não imprime dinheiro (a dívida brasileira é toda em moeda nacional).
Aos que compareceram apenas para votar contra a deflagração da greve, peço que honrem sua profissão de professores do magistério superior (pagos pelo povo) e venham a público defender suas “teses científicas” sobre o tema.

Aos que coordenaram a assembléia, exijo que parem de interditar o debate público ou estarão fazendo o mesmo jogo da Globo e do parlamento brasileiro.

sábado, 29 de outubro de 2016

Pressionar as direções sindicais a irem pro ataque

      Frente à suspensão do direito de greve dos servidores públicos decretado pelo STF na última semana, o movimento sindical brasileiro tem o dever histórico de mobilizar os trabalhadores para nas ruas fazerem valer seus direitos e conquistas. E a base do movimento docente e dos servidores públicos deve pressionar suas direções a contra atacarem. Em artigo anterior, defendemos a tese de que contra o estado de exceção em favor dos ricos, a Greve Geral é arma legítima e capaz de alterar a correlação forças em favor dos trabalhadores. Ir pro ataque é o caminho que os jovens secundaristas e universitários já estão tomando. Como contribuição ao debate estratégico do momento, recomendo a leitura dos artigos abaixo:

https://blogdejamerson.blogspot.com.br/2016/10/os-supremos-legitimaram-uma-greve-geral.html
http://www.passapalavra.info/2016/10/109747
http://plataformapoliticasocial.com.br/jogar-na-defesa-ou-no-ataque/

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Outra Greve Geral é necessário

        Para quem ainda tinha dúvida sobre as reais intenções das classes dominantes brasileiras contra os trabalhadores e a população pobre, ao usurparem o poder de uma presidenta eleita, os últimos acontecimentos são evidências irrefutáveis de que o golpe foi contra o povo: imposição pelo executivo de Medida Provisória para privatizar o ensino médio (MP 746); aprovação da PEC 241 (PEC da Morte) na câmara dos deputados, com a mesma votação do impedimento, sem crime de responsabilidade de uma presidenta da república eleita; aprovação do aumento dos próprios salários pelos parlamentares; os estudantes e professores sendo presos e algemados por fazerem protestos pacíficos em defesa do direito à educação (previstos na Constituição); suspensão pelo STF do direito a greve dos servidores públicos, fornecendo ao poder executivo ferramenta jurídica para tentar frear o “estouro da boiada”, frente à intensiva destruição de direitos sociais, políticos e civis conquistados. 
A sensação de que a sempre moribunda democracia brasileira teve mais uma morte está se espalhando e rompendo a bolha da grande mídia. O povo está reagindo e tomando as ruas, ainda que forma fragmentada. Os estudantes secundaristas estão na vanguarda ocupando as escolas, os universitários estão parando as aulas e exigindo que seus mestres entrem em greve. Os povos indígenas deflagraram ações diretas em todo o país. Os sindicatos combativos já convocaram Greve Geral, juntamente com os movimentos sociais populares. Aos poucos, parte da população que foi favorável ao impedimento da presidenta está percebendo as reais intenções dos usurpadores. 
Diante de uma conjuntura de exceção que tende a se aprofundar, como resistir quando não se tem mais a quem recorrer legalmente é a pergunta da hora para quem luta por vida digna e não pretende se resignar. Qual deve ser o sentido unificador da luta do povo, quando não se tem mais a quem reivindicar o direito à vida digna, num contexto em que Estado de Direito foi sofisticadamente suspenso e a violência policial institucionalizada atiça e protege milícias patronais contra estudantes e a maioria do povo, em favor de uma minoria rica? 
O filósofo Walter Benjamin em suas reflexões sobre o Estado de Exceção nos fornece uma pista, que parece bastante adequada ao nosso contexto:
“A tradição dos oprimidos nos ensina que o estado de exceção em que vivemos é a regra. Precisamos construir um conceito de história que corresponda a esse ensinamento. Percebemos assim, que a nossa tarefa é originar um verdadeiro estado de exceção; e com isso nossa posição ficará melhor na luta contra o fascismo (Benjamin, 2012, p.245).”
Para Benjamim a Greve Geral é o estado de exceção do trabalhadores e diferentemente da greve no local de trabalho, foge do ordenamento jurídico usurpado, extrapola motivos específicos e coloca em pauta demandas de toda a classe trabalhadora. Ela coloca em xeque o próprio ordenamento jurídico, mexe nas relações de direito no sentido de refunda-las. Neste horizonte, recomendo a leitura do artigo de Daniel Caribé publicado no jornal Passa Palavra, sobre a Greve Geral como alternativa ao Estado de Exceção:
“Greve Geral de forma ampla: não somente como milhares de trabalhadores de macacão azul parando suas atividades laborais, mas também como articulação dessa miríade de novas formas de resistência como ocupação das escolas, o enfrentamento à polícia assassina, a revolta dos trabalhadores ambulantes em pleno Carnaval ou as catracas em chamas que param o trânsito e tudo aquilo que interrompe o fluxo de acumulação”.
Contra o estado de exceção a serviço dos ricos, a Greve Geral é o estado de exceção em defesa dos pobres e de vida digna!


quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Professores da UFPE manifestam apoio à ocupação dos estudantes contra a PEC 241

Ontém, 25.10, professores da UFPE lançaram nota pública em apoio à ocupação dos estudantes contra a PEC 241, que destrói direitos sociais, impactando nefastamente as áreas de educação e saúde. O manifesto também repudia a repressão e criminalização dos movimentos sociais de resistência, em particular do movimento estudantil. Na UFPE o movimento estudantil ocupou o Centro de Educação, o Centro de Filosofia e Ciências Humanas e o Centro Acadêmico de Vitória. Leia abaixo o manifesto dos professores.

NOTA PÚBLICA DOS PROFESSORES DA UFPE CONTRA A PEC 241/2016 E EM DEFESA DOS DIREITOS SOCIAIS E APOIO AOS MOVIMENTOS DE RESISTÊNCIA 
Nós, professoras e professores do Centro de Educação da Universidade Federal de Pernambuco, vimos a público manifestar o nosso veemente repúdio à PEC 241/2016, destrutiva de direitos sociais, civis e políticos da população brasileira, especialmente no que concerne à educação, previdência e saúde públicas, que multiplicará seus efeitos nefastos por longos vinte anos.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Estudantes convocam ocupação nacional de escolas em defesa do ensino médio público

Ao contrário do que propagandeiam os burocratas do MEC, ao afirmarem que a MP da reforma do ensino médio é de interesse dos jovens, estudantes secundaristas de várias cidades do país já entenderam os impactos negativos da medida e estão reagindo. Em Campinas-SP, ontem (5.10) teve ato nas ruas, em Contagem-MG teve paralisação  (29.09) e em Curitiba-PR já são 20 escolas ocupadas contra a MP 746.

Assim, a educação pública que por anos já vinha sofrendo cortes pelo governo do PT, e agora quer ser extinta pela Reforma do Ensino Médio e a PEC 241, com apoio de golpistas e empresários, nos afasta cada vez mais das universidades públicas e posicionamentos críticos ou mesmo da ciência, pois não é atoa que querem tirar a obrigatoriedade de Sociologia, Filosofia, Artes Educação Física, Física, Química etc, e em troca, oferecer um técnico sem nenhuma qualidade, provocando uma base curricular pouco proveitosa e oferecendo mão de obra barata para os patrões.
Logo, fica o chamado nacional a todos estudantes, professores e trabalhadores da educação, para que nos unamos contra a reforma e os diversos ataques em nossos direitos. Que lutemos assim como em junho de 2013 e as ocupações de mais de 200 escolas em SP, mostrando que temos força, e que se preciso, incendiaremos o país para as lutas.
Clique aqui para ler a matéria na íntegra.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Prof. Gaudêncio Frigotto (UERJ) detona MP do Ensino Médio: "uma covardia com os filhos da classe trabalhadora"


Em texto bastante contundente, o Prof. Gaudêncio Frigotto, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, denuncia a segregação social embutida na reforma do ensino médio proposta por Mendonça Filho.
A reforma de ensino médio proposta pelo bloco de poder que tomou o Estado brasileiro por um processo golpista, jurídico, parlamentar e midiático, liquida a dura conquista do ensino médio como educação básica universal para a grande maioria de jovens e adultos, cerca de 85% dos que frequentam a escola pública. Uma agressão frontal à constituição de 1988 e a Lei de Diretrizes da Educação Nacional que garantem a universalidade do ensino médio como etapa final de educação básica.
Os proponentes da reforma, especialistas analfabetos sociais e doutores em prepotência, autoritarismo e segregação social, são por sua estreiteza de pensamento e por condição de classe, incapazes de entender o que significa educação básica. E o que é pior, se entendem não a querem para todos.
 

Para ler a íntegra do texto, clique aqui.

EM DESTAQUE

EAD, ensino remoto e a espoliação da Educação

Imagem: politika.com O governo Bolsonaro foi patrocinado pelo capital interno e externo para aprofundar a espoliação econômica e social....