quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Na coluna Análise do Conjuntura de setembro, o Prof. Dermeval Saviani (UNICAMP) analisa os desafios da educação no contexto do golpe de 2016

Em texto curto, porém preciso, Dermeval Saviani coloca em evidência as 
especificidades da formação social brasileira, marcada por uma democracia "ultra restrita", historicamente sujeita a golpes. O autor de Escola e Democracia e Prêmio Jabuti, avalia o golpe de 2016 e aponta o papel da educação neste contexto:
"A atual conjuntura se constitui, pois, num momento grave que estamos vivendo no qual o tema dos desafios educacionais da democracia pode ser considerado como uma rua de mão dupla. Ou seja, a educação é desafiada duplamente: por um lado, cabe-lhe resistir, exercendo o direito de desobediência civil, às iniciativas de seu próprio abastardamento por parte de um governo que se instaurou por meio da quebra do Estado Democrático de Direito. Por outro lado, cumpre lutar para assegurar às novas gerações uma formação sólida que lhes possibilite o pleno exercício da cidadania tendo em vista não apenas a restauração da democracia formal, mas avançando para sua transformação em democraciareal." 

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Prof. Gaudêncio Frigotto (UERJ) detona MP do Ensino Médio: "uma covardia com os filhos da classe trabalhadora"


Em texto bastante contundente, o Prof. Gaudêncio Frigotto, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, denuncia a segregação social embutida na reforma do ensino médio proposta por Mendonça Filho.
A reforma de ensino médio proposta pelo bloco de poder que tomou o Estado brasileiro por um processo golpista, jurídico, parlamentar e midiático, liquida a dura conquista do ensino médio como educação básica universal para a grande maioria de jovens e adultos, cerca de 85% dos que frequentam a escola pública. Uma agressão frontal à constituição de 1988 e a Lei de Diretrizes da Educação Nacional que garantem a universalidade do ensino médio como etapa final de educação básica.
Os proponentes da reforma, especialistas analfabetos sociais e doutores em prepotência, autoritarismo e segregação social, são por sua estreiteza de pensamento e por condição de classe, incapazes de entender o que significa educação básica. E o que é pior, se entendem não a querem para todos.
 

Para ler a íntegra do texto, clique aqui.

Blog do Prof. Luiz Carlos de Freitas lança página sobre a MP do Ensino Médio

O blog AVALIAÇÃO EDUCACIONAL, do Prof. Luiz Carlos de Freitas (FE/Unicamp), lançou uma página específica para reunir material sobre a MP 476, que pretende reformar o Ensino Médio. O conteúdo da página está bem rico, reunindo a legislação, análises de diversos estudiosos e manifestos de entidades. Vale a pena conferir. Para acessar, clique aqui.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Eleição do desencanto do eleitor. 'Não temos mais um partido hegemônico de esquerda no Brasil'. Entrevista especial com Rudá Ricci


Sociólogo Rudá Ricci analisa o resultados das eleições municipais de 2016 e aponta tendência de o PSOL ocupar o espaço do PT nas esquerdas. 
Diante da crise do PT, como analisa a atuação do PSOL nas eleições deste ano?

Rudá Ricci ‐ Se saiu muito bem. Em certa medida, começou a ocupar o espaço do PT, se relembrarmos a própria trajetória petista em pleitos municipais. Durante grande parte deste primeiro turno, esteve bem em várias capitais: São PauloRio de JaneiroPorto AlegreBelémCuiabá. A queda acentuada em Porto Alegre e São Paulo se deve, em especial, à parca estrutura de organização partidária e seu baixo enraizamento em regiões mais pobres e periféricas. Mesmo assim, se tornou a segunda legenda nacional no campo das esquerdas.
Leia a entrevista publicada originalmente na revista IHU-On line, aqui.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

REFRESCANDO A MEMÓRIA SOBRE O PROIFES-FEDERAÇÃO

“Após seguidas derrotas em eleições do ANDES (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), a chapa vencida, articulando-se com o ministro da Educação do Governo Lula, Tarso Genro, criou o PROIFES (Fórum dos Professores de Instituições Federais do Ensino Superior) em setembro de 2004, hoje Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (PROIFES-Federação), restabelecendo o sindicalismo burocratizado e tutelado pelo Estado, o que permitiu aos governos a facilitação de negociações espúrias contra a categoria e a universidade pública e gratuita brasileira. 
Essa manobra, conforme Roberto Leher, atual reitor da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), implicou “[…] assegurar a tutela governamental sobre os trabalhadores, valendo-se de prepostos, os pelegos que, nutridos por benesses e prebendas governamentais, servem de caixa de ressonância para as razões do poder”. Divididas dessa forma as forças em luta, a categoria viu-se em uma armadilha na concretização de suas demandas sobre a carreira, o salário e o caráter da universidade pública e gratuita. Assim, desde 2006, o PROIFES vem exercendo o papel de negociador oficial com o governo, mesmo sob uma representatividade muito pequena, em torno de sete universidades federadas, conforme informações em seu próprio site”

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Rio 2016 e a 13.a colocação do Brasil: a quem agradecer? Entrevista especial com Christopher Gaffney

Terminados os Jogos Olímpicos Rio 2016, muita gente está comemorando as 19 medalhas conquistadas pelos atletas brasileiros e advogando este "fabuloso" legado aos governos Lula/Dilma. Que tal refletir sobre o legado dos jogos para além das medalhas ? A entrevista que geógrafo Cristopher Gaffneey concedeu ao IHC-On-Line é bastante elucidativa:

“Só daqui a cinco ou dez anos vamos ter uma conta real dos custos desse evento, e acho que vamos ver que ele custou muito mais do que imaginamos”, afirma Christopher Gaffney, ao comentar os custos envolvidos na realização dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. O geógrafo tem estudado as maneiras como a política econômica do esporte tem influenciado e alterado as relações sociais em grandes centros urbanos que se tornam cidades sedes dos eventos. 

Na entrevista a seguir, concedida à IHU On-Line por e-mail, o geógrafo explica que os megaeventos esportivos “andam de mãos dadas com a tecnologia, com os meios de comunicação, com a indústria de armamento e outras peças-chave da economia global” e são organizados a partir de uma “coalização de interesses local e nacional que se articula com o Comitê Olímpico Internacional – COI ou com a Federação Internacional de Futebol - Fifa para realizar os eventos”.


Acesse aqui a íntegra da entrevista

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Para cobrar dos candidatos progressistas a defesa da educação pública (com gestão pública)



As campanhas para eleições municipais 2016 começaram. Num cenário de ataques privatistas aos direitos sociais, debater com a sociedade e cobrar dos candidatos progressistas o compromisso de defenderem a escola pública (com gestão pública) é fundamental. O blog do professor Luiz Carlos de Freitas (FE - Unicamp) elaborou uma carta de compromisso a ser debatida com os candidatos, iniciativa importante e que tem nosso pleno apoio.

"Cobre de seu candidato a Prefeito e a Vereador a adesão aos pontos do compromisso. É preciso distinguir quem de fato está disponível para defender nossas escolas públicas, no momento em que o Brasil aperta o passo em direção à retomada neoliberal privatista."


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